terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

A grande mídia está revoltada por não mais manipular a massa



O desespero bate à porta. A grande mídia partidária está revoltada. Na primeira semana de fevereiro acompanhamos na maioria dos noticiários do mundo, menos em algumas emissoras (clique aqui), a pesquisa CNT/Sensus em que Lula – apesar da crise econômica - bateu recorde de popularidade com 84% de aprovação.

Aparentemente, alguma emissora de televisão está, enfim, perdendo sua majestade. Não é segredo para ninguém que tal emissora sempre foi - agora que está perdendo um pouco de audiência para outras emissoras - a detentora da grande porcentagem de audiência do país, principalmente entre cidadãos de classe média baixa, ou como diria um jornalista famoso: “homem analfabeto que descola 150 reais por mês do Bolsa Família”.

É realmente muito perturbador porque, se algumas mídias só sabem “bater” e tentar prejudicar a imagem do presidente com intuito de manipular a população contra Lula e seu governo, os 84% de aprovação mostram que essa tática não está funcionando e que está acontecendo o que a grande mídia sempre achou impossível: a capacidade de “análise” do público.

Mas parece que eles ainda não se deram conta disso, pois hoje, ao ler o jornal local, me deparei com um artigo que teima afirmar que “estamos anestesiados diante da vida política do país”, falando sempre a mesma ladainha. O colunista argumenta sobre a entrevista que Jarbas Vasconcelos deu a uma revista que quase não fala mal do Lula e de seu governo.

Uma das coisas que mais me assombrou no artigo foi na parte que afirma que Jarbas mostrou como o PMDB manipula, sob o guarda-chuva do marketing populista de Lula. É engraçado ler essa acusação que fala de manipulação vinda, basicamente, de tal emissora.

O fato principal não é se Jarbas está ou não falando a verdade, a questão aqui é quem são eles (a grande mídia) para falar de manipulação, para discutir questões infindáveis que vira e mexe sai da boca de uns e outros. Por que não se discute números e não os compara a outros governos? Será que tudo isso é uma grande mentira? Se tudo isso é uma grande mentira, onde está o argumento para 84% de aprovação?

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