As medidas já tomadas pelo governo, de ampliação do crédito e de redução da carga tributária, irão permitir que os efeitos da forte desaceleração econômica, sentidos a partir de dezembro, sejam minimizados já no início do segundo trimestre, em abril.
A avaliação foi feita pelo secretário-adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Júlio Alexandre Menezes da Silva, durante uma exposição, na semana passada, aos dirigentes de todo o Sistema Sebrae, que estavam reunidos em Brasília.
Projeções
A aposta do governo é de um segundo semestre bem melhor que o primeiro, ao contrário do mercado, que prevê algum fôlego para a economia apenas a partir do último trimestre do ano, por conta da crise mundial. Silva chamou esses prognósticos de alternativos. A expectativa é de que 2010 já comece num compasso de maior otimismo, de acordo com informações da Agência Sebrae.
Para o secretário, a atual crise pegou o Brasil em situação diferente, em relação aos contextos recentes: reservas cambiais robustas, dívida externa equacionada, contas públicas e inflação sob controle.
A relação dívida pública e PIB (Produto Interno Bruto), por exemplo, fechou 2008 em 35,5%, a mais baixa dos últimos anos. O secretário também admitiu que o saldo da Balança Comercial poderá ficar abaixo dos US$ 14 bilhões (última projeção do Banco Central) este ano. "Mas não teremos déficit de jeito nenhum," afirmou. Isso porque, entre outros fatores, se as exportações caírem, também haverá redução nas importações nelas embutidas, efeito cruzado que merece ser ressaltado.
Pequenas empresas
Pode ser que a situação de fato melhore a partir de abril. Até lá, no entanto, a perspectiva não é otimista. O gerente de pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Renato da Fonseca, já havia avisado que as pequenas indústrias sentirão os efeitos da crise ainda neste primeiro trimestre.
"Não significa que as pequenas empresas não sentiram nada, apenas que as grandes sentiram mais fortemente os efeitos até aqui. Mas as pequenas também irão sentir, porque muitas delas são fornecedoras das grandes. Elas estão na cadeia de produção", afirmou ele à Agência Brasil no final de janeiro.
A queda da demanda e a inadimplência dos clientes estão entre os principais problemas citados pelos industriais, ao lado da alta carga tributária, que historicamente, é indicada como item número um dos gargalos. Empresas de todos os portes estão insatisfeitas com a margem de lucro. Fonte: InfoMoney
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