sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Depressão x Trabalhadores


Bancários, frentistas, trabalhadores do comércio, metalúrgicos, rodoviários e transportadores aéreos, segundo um estudo da Universidade de Brasília (UnB) e do INSS, estão entre as categorias que têm maior possibilidade de adquirir problemas mentais. O estudo mostra que esse problema vem aumentando nos últimos anos. No levantamento, 48,8% dos trabalhadores que se afastam por mais de 15 de dias do serviço sofrem algum tipo de doença mental.

Anadergh Barbosa Branco, coordenadora do Laboratório de Saúde do Trabalhador da Faculdade de Ciências da Saúde da UnB, afirma que a depressão é o problema que mais afeta os trabalhadores. O Jornal Sindinotícias entrevistou Genivaldo Moreira Lopes, diretor da Secretaria de Saúde e Segurança do Trabalho do Sindicato dos Empregados no Comércio do Estado do Espírito Santo (Sindicomerciários/ES).

Segundo Genivaldo, hoje no comércio esse tipo de problema é muito comum e isso se deve geralmente às pressões que o trabalhador sofre. “Hoje a gente tem o problema de trabalhar aos domingos. Com essa possibilidade, o trabalhador fica tenso e nervoso, pensando se ele vai ser escalado ou não para o trabalho no domingo. Tem a pressão exercida pela chefia na questão de cumprimento de metas, além de assaltos, porque muitos trabalhadores depois de terem seus locais de trabalho assaltados ficam com síndrome do pânico e não conseguem nem passar perto do local”.

Os bancários e os trabalhadores no comércio são os profissionais que mais sofrem diariamente com assaltos. Genivaldo pontuou que “a empresa deveria comunicar à Previdência, principalmente questão como assalto, questões que deixam os trabalhadores propensos a desenvolver esse tipo de doença psicológica. Essa doença é considerada doença do futuro e não é fácil encontrar a causa. Problema psicológico a Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT) não reconhece porque teria que haver uma prova muito concreta ou um depoimento, e muitas vezes o colega de trabalho tem medo de falar pelo risco de perder o emprego”.

Segundo levantamento, mais de 99% dos benefícios concedidos pelo INSS para trabalhadores com transtornos mentais foram considerados problemas pessoais dos trabalhadores, não relacionados com a profissão. A pesquisa também aponta que a doença mental nunca vem sozinha. O alcoolismo é a conseqüência mais comum que surge da depressão, do medo e do isolamento da família e dos amigos.

Genivaldo ressaltou que além de ser um problema muito sério, ele está atingindo uma quantidade muito grande de jovens. “Hoje temos um número muito grande de trabalhadores muito jovens que já apresentam problemas psicológicos. Isso porque o mercado de trabalho está exigindo funcionários mais jovens, o que os deixa muito expostos a esse tipo de doença ligada ao trabalho”. Segundo Genivaldo, além dos jovens, as mulheres também fazem parte da maioria que sofre com esse tipo de doença psicológica. “As mulheres são mais frágeis e por isso acabam sofrendo mais assédio moral, agressão no caso de um assalto e outras coisas mais”.

Entre as principais dificuldades para prevenir as doenças mentais do trabalho estão os diagnósticos imprecisos dos médicos, tratamento deficitário e a dificuldade do próprio trabalhador em aceitar a doença.

Governo estima que efeitos da crise serão menores a partir de abril

As medidas já tomadas pelo governo, de ampliação do crédito e de redução da carga tributária, irão permitir que os efeitos da forte desaceleração econômica, sentidos a partir de dezembro, sejam minimizados já no início do segundo trimestre, em abril.

A avaliação foi feita pelo secretário-adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Júlio Alexandre Menezes da Silva, durante uma exposição, na semana passada, aos dirigentes de todo o Sistema Sebrae, que estavam reunidos em Brasília.

Projeções

A aposta do governo é de um segundo semestre bem melhor que o primeiro, ao contrário do mercado, que prevê algum fôlego para a economia apenas a partir do último trimestre do ano, por conta da crise mundial. Silva chamou esses prognósticos de alternativos. A expectativa é de que 2010 já comece num compasso de maior otimismo, de acordo com informações da Agência Sebrae.

Para o secretário, a atual crise pegou o Brasil em situação diferente, em relação aos contextos recentes: reservas cambiais robustas, dívida externa equacionada, contas públicas e inflação sob controle.

A relação dívida pública e PIB (Produto Interno Bruto), por exemplo, fechou 2008 em 35,5%, a mais baixa dos últimos anos. O secretário também admitiu que o saldo da Balança Comercial poderá ficar abaixo dos US$ 14 bilhões (última projeção do Banco Central) este ano. "Mas não teremos déficit de jeito nenhum," afirmou. Isso porque, entre outros fatores, se as exportações caírem, também haverá redução nas importações nelas embutidas, efeito cruzado que merece ser ressaltado.

Pequenas empresas

Pode ser que a situação de fato melhore a partir de abril. Até lá, no entanto, a perspectiva não é otimista. O gerente de pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Renato da Fonseca, já havia avisado que as pequenas indústrias sentirão os efeitos da crise ainda neste primeiro trimestre.

"Não significa que as pequenas empresas não sentiram nada, apenas que as grandes sentiram mais fortemente os efeitos até aqui. Mas as pequenas também irão sentir, porque muitas delas são fornecedoras das grandes. Elas estão na cadeia de produção", afirmou ele à Agência Brasil no final de janeiro.

A queda da demanda e a inadimplência dos clientes estão entre os principais problemas citados pelos industriais, ao lado da alta carga tributária, que historicamente, é indicada como item número um dos gargalos. Empresas de todos os portes estão insatisfeitas com a margem de lucro. Fonte: InfoMoney

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Acordo coletivo: sindicato x trabalhador x periculosidade

O sindicato

Atuou como substituto processual do empregado, integrante da categoria dos telefônicos que foi demitido após 26 anos de serviços prestados. Na ação, buscou receber o adicional de periculosidade de 30% sobre a remuneração, uma vez que a empresa lhe pagava somente 10%. Ele alegou que, ao exercer a função de instalador e reparador de linhas e aparelhos, trabalhava em área de risco, em exposição contínua a equipamentos e instalações elétricas, e que o contato físico ou a exposição aos efeitos da eletricidade podiam resultar em incapacitação, invalidez permanente ou até morte. A sentença de primeiro grau lhe foi favorável ao reconhecer seu direito às diferenças do adicional.

A empresa

De telefonia recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região e sustentou que, no acordo firmado entre a categoria e o sindicato, foram escalonadas gratificações para os empregados sujeitos a atividades desgastantes e chegou-se a adicionais variantes, nos percentuais de 15%, 10% e 5%. O acordo vinha sendo prorrogado por mais de seis anos e constituiria, para empresa em "ato jurídico perfeito", pois nunca fora questionado pelo sindicato ou pela DRT, onde se deu o registro.

O Tribunal Regional do Trabalho

Rejeitou o recurso. "Não há como acatar a tese da empresa no sentido de que se trata apenas de funções desgastantes, mas de atividade de risco", afirma a decisão regional. "O percentual deve ser o previsto e na lei, ainda que percentual inferior tenha sido fixado no acordo coletivo. Este se aplicaria caso fosse benéfico ao trabalhador".

O Tribunal Superior do Trabalho

Ao recorrer ao TST, a telefônica sustentou que a decisão do TRT desrespeitava o artigo 7º, inciso XXVI da Constituição Federal, que reconhece a eficácia dos acordos e convenções coletivas de trabalho. Mas o relator do agravo, ministro, observou que o Regional não negou a validade do acordo celebrado entre as partes, mas decidiu que a negociação coletiva não poderia pactuar normas contrárias à lei. (RR-62508/2002-900-11-00.5). Com informações do TST


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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Brasil deverá ter em breve internet por meio de rede elétrica


Os brasileiros poderão acessar a internet banda larga por meio da rede de energia elétrica ainda este ano. A conselheira da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) Emília Ribeiro, garante que o seu relatório sobre a regulamentação da questão estará pronto no fim de março. Depois disso, as normas devem ser analisadas pelo Conselho Diretor da agência e se forem aprovadas, as empresas já podem oferecer o serviço.

“É muito importante decidir essa questão, porque é mais uma forma de expandir a banda larga para todo o país de forma mais barata, para aumentar a competição também”, afirmou a conselheira, em entrevista à Agência Brasil. Ela diz que está ouvindo todos os setores interessados, e que algumas experiências já estão sendo realizadas no país.

Com a transmissão de dados em alta velocidade pela rede elétrica, sistema conhecido como BPL, as tomadas residenciais serão pontos de rede, se conectadas a um modem. A conselheira explica que os dados vão ser transmitidos por meio de fio elétrico ou por outro cabeamento no poste de energia. O sinal da internet banda larga chega até as residências pela caixa de energia elétrica e transmitida por dentro da rede.

Outra bandeira defendida por Emília Ribeiro dentro da Anatel é a utilização da banda larga no serviço público. Segundo ela, o país pode economizar muito com a informatização de serviços como saúde, educação e segurança.

“Não se discute a importância disso, é uma necessidade. Mas a forma de fazer ainda está sendo amadurecida. É uma política de governo, depende da vontade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro [das Comunicações] Hélio Costa. Tenho certeza de que eles têm essa vontade, quem não quer ver um governo informatizado? Mas temos muitos desafios, como a extensão territorial”, afirma.

Segundo a conselheira, uma das alternativas para expandir o serviço seria através da universalização da banda larga nas escolas, com o sistema de backhaul, que é a infraestrutura de rede para conexão em banda larga. “Não custa muito para o governo um estudo que faça o serviço chegar à segurança, à saúde, à cultura. Uma política de governo que tem uma iniciativa já feita e basta mais um fôlego para avançar”, defende.

“É uma questão inadiável e inaceitável, sinto-me numa agonia terrível por não conseguir que esse serviço seja disponibilizado para toda a nossa população”, lamenta. Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Homem: o lobo do homem






“O homem é o lobo do homem”
Thomas Hobbes, séc. XVI.

Se me perguntarem do que o mundo precisa para equilibrar a demanda e a oferta de energia, eu diria: Precisamos de energias renováveis ou, das energias desperdiçadas. “Eu investiria meu dinheiro no Sol e na energia solar. Que fonte de poder! Espero que não tenhamos de esperar até que o petróleo e o carvão acabem para manejá-la.” Disse o Thomas Edison (1847-1931). Todos os ecossistemas são interligados em espécies de elos, que se perpetua em ciclos, gerando equilíbrio em todo o sistema da vida. A Terra é um sistema fechado com uma entropia (grau de desordem de um sistema) que cresce a cada dia. Se toda a energia utilizada for de reservas não-renováveis (petróleo, carvão, gás natural e energia nuclear), que são medidas paliativas, um dia toda matéria utilizada para conversão em energia vai acabar. Os combustíveis fósseis demoraram milhões de anos para se formar e estão sendo exauridos, portanto, o homem precisa investir em tecnologias para aplicação em energia renovável, correndo o risco de se não o fizer, provocar o “Armagedon”.

O homem se diferenciou dos outros animais na medida em que foi manipulando as leis da natureza em proveito próprio, e isso se deu, por exemplo, ao observar os raios, foi capaz de reproduzir o fogo, também ao adquirir habilidade para fabricar instrumentos a partir da manipulação da pedra e dos metais e com o passar dos séculos novos conhecimentos foram agregados aos já existentes e repassados para as gerações futuras. Houve um tempo que as manifestações naturais eram encaradas com misticismo. Na busca equivocada por explicações, o homem usou a religião para saciar a necessidade de respostas então, diante das intempéries da natureza o castigo dos deuses era a resposta que naquele instante era acessível, essa e outras explicações foram caindo por terra na medida em que o homem foi desvendado às fórmulas químicas e físicas consideradas outrora, “mágicas”.

O processo de aprendizagem resultante da experimentação reiterada permitiu que avanços tecnológicos fossem galgados, trazendo respostas à insaciável curiosidade humana com explicações de como a vida funciona. O homem também, se utiliza da tecnologia para atender outras características inerentes na própria raça, são aquelas que mais nos diferenciam dos animais irracionais, a necessidade incessante por conforto, comodidade, design, artes plásticas e da mais voraz de todos que é o sentimento de preservação da sua descendência.

Existe uma teoria, discutida no meio médico que o organismo humano não acompanhou a evolução tecnológica das últimas décadas, o que ocasionou distúrbios diversos como os comportamentais, psicológicos e fisiológicos. Dentre as doenças “modernas” podemos citar a obesidade, L.E.R., ansiedade, depressão etc. A ganância, essa necessidade de adquirir bens cada vez em quantidades maiores, demonstra ser mais um desajuste do fisiológico e psicológico que foi incorporada como padrão de comportamento aceitável pelas sociedades. A partir do instinto de preservar seus descendentes, alguns indivíduos ambicionam adquirir mais e mais, como em um jogo, é claramente percebido, exibem, uns para os outros, os bens adquiridos, numa competição de demonstração de força através da conquista da riqueza pessoal. Com intuito de organizar a sociedade o homem criou regras sociais, leis, sistemas de governo, religiões e outros, que quando viciados, se tornam instrumentos de manipulação das verdades naturais, ocasionando quase sempre no extermínio das reservas minerais, vegetais, animais.

No início, no intuito de preservação da espécie, os hábitos humanos não interferiam no equilíbrio da natureza, essa característica sofreu sensível alteração com o passar dos tempos. Através do domínio de novas tecnologias, de formas eficientes de manipulação da natureza e tendo como aliado as regras de traquejos sociais, o homem teve o sentimento de preservação exacerbado e o que seria benéfico para a perpetuação da sua descendência se tornou um sentimento doentio com crescente necessidade de acúmulos de riquezas tendo como desculpa a manutenção futura do mesmo e dos seus descendentes, evoluindo para o que chamamos de ganância, ambição desmedida, e ânsia de poder, fazendo com que aqueles da espécie humana, que conseguissem reunir os atributos capazes de exercer o domínio sobre os demais, fossem acometidos de sentimentos onde, os mais fortes subjugam os mais fracos e criam leis e regras que alimentam e preservam essa situação. Se auto intitula dono do planeta e retira dali tudo o que acredita contribuir para aumentar o patrimônio dos seus, com a desculpa de levar desenvolvimento econômico, polui os rios, extingue animais e plantas, revolve montanhas, degrada a natureza, transforma as paisagens, assola e compromete toda a descendência humana da terra, nesse jogo instintivo de demonstração de poder e força o homem põe em risco a sobrevivência do próprio homem na terra.

Há de se pensar na natureza perfeita e criada em milhões de anos de evolução. O homem é o predador universal do planeta terra, está no topo da cadeia alimentar, nada pode ameaçá-lo neste sentido, é frustrante perceber tanta irracionalidade no ser humano e o quanto isso desfavorece as formas naturais de nosso planeta. Para sobreviver, precisamos da biodiversidade, somos os que mais necessitam da terra como ela é, e somos também os que degradam os meios que nos fornecem a vida, poluímos a água, a terra e o ar, que são os combustíveis da vida e em agradecimento à mãe natureza, a pretexto de desenvolvimento tecnológico e crescimento econômico extinguimos os ecossistemas terrestres.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

A grande mídia está revoltada por não mais manipular a massa



O desespero bate à porta. A grande mídia partidária está revoltada. Na primeira semana de fevereiro acompanhamos na maioria dos noticiários do mundo, menos em algumas emissoras (clique aqui), a pesquisa CNT/Sensus em que Lula – apesar da crise econômica - bateu recorde de popularidade com 84% de aprovação.

Aparentemente, alguma emissora de televisão está, enfim, perdendo sua majestade. Não é segredo para ninguém que tal emissora sempre foi - agora que está perdendo um pouco de audiência para outras emissoras - a detentora da grande porcentagem de audiência do país, principalmente entre cidadãos de classe média baixa, ou como diria um jornalista famoso: “homem analfabeto que descola 150 reais por mês do Bolsa Família”.

É realmente muito perturbador porque, se algumas mídias só sabem “bater” e tentar prejudicar a imagem do presidente com intuito de manipular a população contra Lula e seu governo, os 84% de aprovação mostram que essa tática não está funcionando e que está acontecendo o que a grande mídia sempre achou impossível: a capacidade de “análise” do público.

Mas parece que eles ainda não se deram conta disso, pois hoje, ao ler o jornal local, me deparei com um artigo que teima afirmar que “estamos anestesiados diante da vida política do país”, falando sempre a mesma ladainha. O colunista argumenta sobre a entrevista que Jarbas Vasconcelos deu a uma revista que quase não fala mal do Lula e de seu governo.

Uma das coisas que mais me assombrou no artigo foi na parte que afirma que Jarbas mostrou como o PMDB manipula, sob o guarda-chuva do marketing populista de Lula. É engraçado ler essa acusação que fala de manipulação vinda, basicamente, de tal emissora.

O fato principal não é se Jarbas está ou não falando a verdade, a questão aqui é quem são eles (a grande mídia) para falar de manipulação, para discutir questões infindáveis que vira e mexe sai da boca de uns e outros. Por que não se discute números e não os compara a outros governos? Será que tudo isso é uma grande mentira? Se tudo isso é uma grande mentira, onde está o argumento para 84% de aprovação?

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Lula: 1 milhão de casas populares até 2010


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou que quer ampliar o número de novas moradias populares. Segundo ele, num primeiro momento, o governo queria construir 200 mil casas mas, em seguida, esse número subiu para 500 mil. "Eu quero um milhão de casas até 2010", disse Lula, acrescentando que isso seria para reativar a construção civil, dar emprego para a mão-de-obra menos qualificada. "Isso que vai dinamizar a economia", disse.

Na semana passada, em inauguração de obra em favela do Rio, o presidente já havia adiantado que o governo anunciaria em breve um programa para a construção de 500 mil casas populares.

A meta faz parte do núcleo do pacote de estímulo à construção civil, que pode ser reapresentado até o fim dessa semana. "Não gostei do que foi apresentado. Pedi para refazer alguns estudos e ele pode ser reapresentado a mim, até sexta-feira", disse Lula.

O presidente disse que quer uma proposta que gere mais emprego, venda casa mais barata, atendendo principalmente, a população mais carente. Segundo ele, o que o desagradou na versão apresentada anteriormente é que tinha "muito penduricalho", e algumas questões relacionadas a juros, "que temos que tirar".

O governo já havia anunciado a meta e garantiu que haveria também medidas para a classe média, como a correção do teto do valor do imóvel a ser adquirido pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH) dos atuais R$ 350 mil para R$ 500 mil.

O Planalto aposta suas fichas na construção civil por ser um setor que emprega muito e acolhe trabalhadores com pouca qualificação.

O público preferencial do pacote são as famílias com renda mensal até cinco salários mínimos (R$ 2.075,00). Segundo dados do Ministério das Cidades, o déficit habitacional do País é de 7,2 milhões de moradias, e 54% desse montante está concentrado nas famílias com renda entre R$ 600 e R$ 1,6 mil . É também esse grupo que responderá por 47% da demanda por imóveis nos próximos 15 anos.
Lula afirmou ainda que o caminho para conter o desemprego é negociação das empresas com o sindicato, mas descartou intervenção: governo só entrará na conversa se empresas e sindicatos pedirem.

O presidente disse que não é momento de nenhum setor se precipitar, reduzindo postos de trabalho. Ele lembrou que, em janeiro, por exemplo, os carros tiveram boas vendas. Mas, destacou, o problema do crédito ainda não está resolvido e que o governo está tomando providências com relação a isso.

Ainda sobre a recuperação das vendas de carros, Lula disse: "Mas, é claro que a indústria automobilística não vai continuar crescendo 25% ao ano. Não há rua para colocar tanto carro. Mas, ela vai continuar crescendo", disse o presidente. "Vamos continuar conversando com todos os setores porque eu tenho esperança de que a economia vai dar um salto e vai se recuperar", acrescentou. Fonte: O Estado de S. Paulo

Preço da cesta básica cai em dez capitais


O preço da cesta básica, em janeiro, caiu em dez das 17 capitais estudadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

As capitais que apresentaram quedas expressivas foram João Pessoa (-11,30%), Rio de Janeiro (-6,27%) e Fortaleza (-5,12%). Dentre as sete localidades onde o preço da cesta subiu, os destaques foram Belém (5,85%), Goiânia (5,22%), Vitória (4,79%) e Salvador (4,48%).

Na média anual, contudo, o preço aumentou 10% em dez capitais: Vitória (20,10%), Florianópolis e Natal (ambas com 18,02%) e Salvador (16,59%) foram as que se destacaram neste quesito.

Segundo o coordenador da pesquisa, José Mauricio Soares, a queda no preço se deve a certos produtos, cujos valores estão caindo. "Como não há muita demanda internacional, o preço do óleo de soja está caindo", disse.

Na avaliação de Soares, o custo da cesta deve continuar caindo: "o resultado está sendo positivo e deve continuar assim nos próximos meses".

Dez cidades registraram redução no preço do arroz, produto que se encontra em período de colheita. A queda mais significativa foi observada em Florianópolis (-4,87%). Das sete localidades com alta, a maior ocorreu em Goiânia, com 3,96%. A variação em 12 meses é significativa em todas as regiões, situando-se entre 22,86%, em Salvador, até 46,17%, em Fortaleza.

Em São Paulo, o custo da cesta básica na capital teve elevação de 0,85% em comparação com dezembro, o sexto maior aumento entre as 17 capitais pesquisadas.

Em relação a janeiro de 2008, a alta é de 5,43%, a menor elevação em 12 meses, no conjunto de 16 localidades para as quais o Dieese dispõe de dados para o período. O custo dos 13 itens essenciais ficou em R$ 241,53.

O Diesse concluiu, ainda, com base no maior custo apurado para a cesta básica (que, em janeiro, foi registrado em Porto Alegre), que o valor do salário mínimo necessário para cumprir a determinação constitucional de cobrir as despesas de uma família com gastos básicos (alimentação, moradia, saúde, lazer, previdência, transporte, higiene, educação e vestuário) deveria ser R$ 2.077,15.

O valor equivale a cinco vezes o piso em vigor até janeiro, de R$ 415. Em 1º de fevereiro, o salário mínimo foi reajustado para R$ 465. (Fonte: Agência Brasil)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Dúvidas éticas: saiba como jogar remédios no lixo

Não há uma forma ideal de descarte, já que a atual legislação brasileira não determina os responsáveis pelo recolhimento doméstico de medicamentos. Segundo a Anvisa, só há regras para órgãos de saúde, como clínicas, postos de saúde e hospitais.

Não é recomendável jogar remédios no lixo comum. "A orientação que damos é jogar comprimidos no vaso sanitário e os líquidos na pia, jogando as embalagens no lixo. Não é o ideal, mas é a solução que temos", diz Rosany Bochner, coordenadora do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas da Fiocruz.

A médica diz que ainda não há alternativa melhor para evitar problemas sanitários. De acordo com os dados mais recentes da Fiocruz, 30% das intoxicações no país foram causadas por ingestão de remédios, em 2006. "O lixo domiciliar pode ser tão perigoso quanto o hospitalar. E não tem lei que regulamente a coleta", diz Bochner.

Segundo ela, as pessoas deveriam se preocupar em ter em casa o mínimo de medicamento. "Remédios bem prescritos acabam junto com o tratamento. Mas às vezes sobra, por questões da indústria. O fracionamento não está 100% implantado", afirma. Fonte: Folha Online

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Seguro-desemprego: reajuste é menor que aumento da cesta básica


O aumento de 12% do benefício é menor que o do preço dos alimentos na maioria das capitais analisadas pelo Dieese. Para quem recebe seguro-desemprego, uma má notícia: o reajuste de 12,048%, decorrente do aumento do salário mínimo, não chega a ser proporcional ao aumento da cesta básica na maioria das capitais, segundo Clóvis Scherer, supervisor do escritório regional do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), de acordo com a Agência Brasil.

A pesquisa nacional do Dieese, publicada no início de janeiro, apontou que apenas Belém, Goiânia, São Paulo e Belo Horizonte o aumento do preço dos alimentos não chegou a ser superior ao reajuste do seguro.
Com o reajuste, o menor valor do benefício será R$ 465 e não passará de R$ 870,01.

Cesta
De acordo com os dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica, do Dieese, a cesta de alimentos ficou mais cara em todas as capitais em 2008.
A maior alta ficou com Natal, que registrou 26,73%, custando R$ 212,80, um aumento bem maior que os 12,048% de reajuste do seguro-desemprego. Belém foi a capital que apontou a menor alta do ano, registrando aumento da cesta de 4,76% e fechando o ano custando R$ 199,05.

CálculoVeja as novas faixas de enquadramento para o cálculo do valor do seguro-desemprego:Menor faixa (até R$ 767,60): o trabalhador deve multiplicar o salário médio por 0,8 (80%). Assim, o valor máximo da parcela é de R$ 614,08.
Faixa intermediária (de R$ 767,61 a R$ 1.279,46): o que exceder a R$ 767,60 multiplica-se por 0,5 (50%) e soma-se a 614,08.

Maior faixa: àqueles cujo valor do salário médio dos últimos três meses ficou na faixa máxima, acima de R$ 1.279,46, a parcela do seguro-desemprego será de, no máximo, R$ 870,01. (Fonte: InfoMoney)
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Juiz do Trabalho alerta que flexibilizar direitos pode agravar crise


A fim de evitar demissões, empresas do setor automotivo vêm aumentando a pressão para impor a redução da jornada de trabalho, com diminuição no salário. Alguns acordos já foram assinados, mas o juiz do Trabalho e professor da Universidade de São Paulo, Jorge Luiz Souto Maior, alerta sobre os riscos desse tipo de negociação.

"O que está havendo é uma reivindicação da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e de alguns setores do meio empresarial, de redução dos direitos dos trabalhadores por meio de negociação coletiva, e também uma forma de pressão sobre o governo para reduzir a legislação trabalhista, ou seja, a flexibilização para redução do custo do trabalho, por meio da retirada de direitos dos trabalhadores", argumenta Souto Maior.

O magistrado lançou um manifesto, visando garantir a ordem jurídica nas negociações trabalhistas. O documento é assinado por juízes, professores, procuradores, promotores, membros do Ministério Público do Trabalho, entre outros. Ele lembra que a mera redução do custo trabalhista não vai acabar com a crise econômica e pode até agravar o problema.

Mais crise

"É uma saída que não resolve os problemas da crise, que tem razões muito mais profundas do que o mero custo do trabalho e, além disso, aprofunda as causas da crise; na verdade ela gera problemas maiores, pode implicar na redução do consumo, na redução da distribuição de renda, ou seja, piorar as condições sociais e econômicas".

O juiz defende que para resolver a crise financeira, será necessária uma reestruturação da sociedade, com medidas de incentivo à produção, reforma agrária, tributária e investimento em educação. "É uma crise proveniente do sistema econômico, não é fruto do custo do trabalho", enfatiza. Fonte: Agência Sindical
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Governo pode ampliar pagamento do seguro-desemprego


O governo admite a possibilidade de estender o período de pagamento do seguro-desemprego diante da intensidade de demissões, provocada pela crise financeira internacional, afirmou hoje o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi. "No que for necessário ampliar, ampliaremos. Existe a possibilidade. O que não podemos é dizer que o seguro-desemprego está aumentado para todo mundo, porque cada setor é um", disse, durante o programa de rádio "Bom dia, ministro".

Lupi avaliou que os setores mais prejudicados pelos efeitos da crise são os que dependem de exportação, mas que o mercado interno brasileiro não enfrenta a mesma situação. Ele citou que o reajuste de R$ 50 no salário mínimo, para R$ 465, injeta R$ 2,6 bilhões a mais na economia. Para Lupi, a administração federal está "fazendo sua parte".

O ministro do Trabalho e Emprego afirmou acreditar que a redução da taxa básica de juros, a Selic, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) pode ser maior, mas cobrou de instituições financeiras privadas a redução do spread bancário (diferença entre o custo de captação e a taxa de juros cobrada pelos bancos em empréstimos aos clientes), avaliado por ele como "criminoso" para a população. Na última reunião do Copom, em janeiro, a Selic foi reduzida em um ponto porcentual para 12,75% ao ano. A próxima reunião do Copom acontecerá em março. Fonte: Agência Estado


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