quinta-feira, 5 de março de 2009

Especial semana da mulher: o casamento das mulheres com o mundo corporativo

Os economistas acreditavam durante muito tempo que as sociedades menos produtivas são aquelas em que as mulheres são negadas de ter oportunidade de integrar a força de trabalho. Nos países em desenvolvimento, a maioria das mulheres, normalmente, não possuem as ferramentas necessárias para ingressar no trabalho: educação, formação e acesso ao capital.

No entanto, há provas abundantes que ligam o progresso econômico com as mulheres que são capacitadas profissionalmente. Um recente estudo realizado pela Escola de Economia de Londres, mostrou como exemplo que os estados da Índia, onde as mulheres são mais instruídas, também foram aqueles com maiores taxas de crescimento econômico.

Para impulsionar o crescimento nos países em desenvolvimento, muitos capitalistas foram esclarecidos na tentativa de libertá-los da filosofia machista, em que a mulher não tem espaço no ramo empresarial.

Um dos setores que possuem maior arrecadação com as mulheres, tem sido o movimento de microfinanciamento. Desde a década de 1970, dezenas de milhares de mulheres pobres tinham começado suas próprias empresas - muitas vezes com uma única máquina de costura – elas utilizavam empréstimos de R$ 500 a partir de organizações e fundações que ainda operam pela América Latina.

Os resultados têm aberto os olhos de todos: as mulheres acabaram se tornando devedoras confiáveis, uma vez que muitas que receberam os microempréstimos tenham sido revertidos para seus filhos, como escola e compra de alimentos para suas famílias. Mesmo assim o impacto tem sido positivo nas comunidades, devido a tais responsabilidades das mulheres.

Mas quando se trata de transformar toda economia em microempréstimos, ela começa a ter seus limites. A maioria do sexo feminino se manteve em um curto prazo um arranque bem pequeno. No Egito, por exemplo, 97% das empresas empregam menos de cinco mulheres.

Economistas do Banco Mundial dizem que isso ocorre no Egito porque o acesso ao capital é apenas uma peça de um quebra-cabeça maior. Para se tornarem mais ousadas, as mulheres também precisam de gerenciamento do saber-fazer, ou seja, para qualquer empresa a crescer, além de um empréstimo, é preciso também possuir certas habilidades técnicas. Microempréstimos, não são suficientes e as mulheres ficam presas.

A ajuda dos microcréditos ficando à beira do caminho. No ano passado, vários bancos anunciaram investimentos milionários durante os próximos anos no negócio da educação de mulheres empresárias ao redor do mundo. A ideia é de associar universidades do mundo em desenvolvimento com programas para capacitar e construir novas empresárias nos países em desenvolvimento.

O que vemos é que hoje nosso mercado está recheado de empresárias qualificadas que dinamizam a produção de seus respectivos países, onde os bancos têm investido bilhões. No Brasil, as microempresárias movimentam grande parte da economia nacional e com isso as empresas estão sempre em busca de investimento em mulheres capacitadas presentes no mundo corporativo

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