Ao passar em um aeroporto, fila bancária, faculdades, sindicatos, associações, rodinhas de barzinho, partido político, consultório, ônibus, taxi, assistindo televisão, na internet só ouvimos falar em uma coisa: crise econômica.
Após anos e anos nos deparamos com as crises financeiras brasileiras. Para nós brasileiros “crise” não é novidade. Essa questão econômica sempre esteve na mesa de nossas casas, ao olhamos para aquilo que comemos, podemos afirmar que os produtos como feijão, tomate, óleo de soja, o arroz, a carne e o pão francês, destacaram-se e continuam se destacando por conta de seus reajustes desenfreados e sem controle no cenário nacional ou por falta de incentivo na agricultura.
Com essa conversa de crise econômica podemos dizer que a saúde, a segurança e a educação estão perdendo força, pois estamos diante de uma epidemia, uma doença financeira que não tem cura, não tem remédio e não tem economista nenhum que dê jeito.
Ao nos deparamos nos últimos anos com tantos planos econômicos, podemos destacar os desastrados Plano Cruzado, de José Sarney, Plano Bresser, Plano Verão, Plano Collor, mas entre eles o plano real, criado pelo então ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso na era do ex-presidente Itamar Franco em 1994, que serviu para duas coisas básicas no país: a primeira é que estávamos as vésperas de uma eleição presidencial e era preciso fazer alguma coisa para impedir a vitória da oposição e a segunda é que o país precisava de uma moeda forte para ajudar a controlar a inflação que na época chegava a 2.477,2% ao ano. E o plano real vem servindo até hoje ao país, hoje sobre a manutenção do presidente Lula, que manteve a moeda estável. Mas até quando ele irar suportar?
De acordo com a Presidente do Sindicato das Empregadas Domésticas do Espírito Santo (Doméstica Legal), Valcenir Patrício dos Santos a crise econômica está interferindo bastante na vida das domésticas e principalmente em suas casas. “A crise afeta mais essas mulheres em suas casas. Elas têm reclamado muito do aumento nos preços, principalmente da comida, da energia e do aluguel. A realidade está muito dura, a crise já chegou e nos afetou em cheio”.
Já para os trabalhadores da categoria do Sindimetal os reflexos da crise estão mais brandos. Segundo o Presidente do Sindicato, Roberto Pereira de Souza, a maioria dos trabalhadores não está sendo afetada pela crise. “No começo da crise, em novembro, alguns trabalhadores foram demitidos, mas hoje eles ainda estão recebendo o seguro desemprego. Cerca de 30% dos trabalhadores irão visualizar essa crise, os outros não vão sequer perceber que houve crise”.
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