sexta-feira, 27 de março de 2009

Vale responderá por indenização decorrente de surdez por excesso de ruído


O empregado exercia a função de operador de caminhões munck (também chamados de “guindautos”, por contarem com sistema hidráulico para movimentação de materiais pesados), sofreu perda auditiva por excesso de ruído em razão do trabalho em áreas com níveis acima dos toleráveis. Embora usasse equipamento de proteção individual (EPI), o acessório não foi suficiente para proteger contra o ruído intenso durante as oito horas de trabalho nas minas.
O trabalhador teve sua capacidade auditiva comprometida, de forma permanente e irreversível, e receberá indenização de R$ 20 mil por danos morais e pensão mensal vitalícia equivalente a 28% da remuneração que recebia em julho de 2003 (época em que foi constatada a primeira perda auditiva), tendo em vista a redução de sua acuidade auditiva no mesmo percentual.

TRT

Segundo o Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, como a atividade era realizada nas dependências da tomadora de serviços, competiria a Vale garantir um ambiente de trabalho saudável e sem riscos à integridade do trabalhador. Para o TRT, ambas as empresas integrantes da terceirização são responsáveis solidariamente pelo cumprimento das normas de saúde, higiene e segurança no trabalho.

TST

No recurso ao TST, a defesa da empresa Vale sustentou não ter sido demonstrada sua culpa quanto à doença que acometeu o trabalhador, nem comprovado o nexo de causalidade entre a moléstia e as funções desempenhadas por ele.

Assim o TST manteve a condenação imposta pela Justiça do Trabalho à companhia mineradora - na qualidade de responsável solidária - pelas indenizações por danos morais e materiais que deverão ser pagas ao empregado terceirizado que prestava os serviços em um Complexo Minerador, por meio da Conservadora Soccer

“Ao constatar a ocorrência de conduta culposa, dano moral e nexo causal, e condenar a empregadora e a tomadora de serviços ao pagamento da indenização por dano moral, o Tribunal Regional deu a exata subsunção dos fatos ao conceito contido no artigo 186 do Código Civil, que informa que ‘aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar o direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito’”, concluiu o ministro do recurso, ao negar provimento ao agravo da Vale. ( AIRR 1.212/2005-060-03-40.9). Com informações do TST

quinta-feira, 19 de março de 2009

Obra no canal da Praia da Costa: destruição ambiental ou melhoria?



No início do mês de abril, moradores do bairro Praia da Costa, em Vila Velha, procuraram o Jornal Sindinotícias e denunciaram uma obra que estava sendo realizada no Canal da Costa. Por conta da obra de uma escola, que ocorria no local, o Canal estava sendo manilhado, as árvores arrancadas e os animais perdendo seu habitat natural.

Os moradores denunciaram a obra à Associação de Moradores da Praia da Costa e à Polícia Ambiental, que chegou a interditá-la por alguns dias. Dias depois os moradores constataram que as obras haviam sido retomadas. Os diretores da Associação de Moradores da Praia da Costa (AMPC) alegaram que a área é da União e de proteção ambiental, e que os moradores pagam a taxa para a marinha.

Cerca de três meses depois recebemos novas denúncias de um morador que diz que o Canal já foi quase todo aterrado e que é uma agressão ambiental. “O esgoto é todo escoado para esse Canal da Praia da Costa. O Canal não pode ser fechado, pois danificaria o meio ambiente. Nós, moradores, pagamos taxa da marinha. Ali é uma área da União e, sendo uma área da União, é uma área de proteção ambiental. O Rio da Costa é um rio que deve ser mantido sobre preservação porque ali, antes das obras, existiam espécies de caranguejos, macacos, cobras e outros animais, mesmo com o alto grau de poluição”, relatou o morador.


O Jornal Sindinotícias entrou em contato com a Secretaria de Meio Ambiente de Vila Velha e conversou com a coordenadora de Recursos Naturais, Tatiana Cota, que disse que “a obra é regularizada e ela se adequou a todas as exigências da Prefeitura. A obra foi fiscalizada pela Prefeitura que, num primeiro momento, chegou a interditá-la, sendo liberada novamente depois que o Ministério Público deu o aval”.



Tatiana disse ainda que “existe um projeto que o município condicionou para que a escola construísse. Esse projeto prevê o reflorestamento da área assim que as obras acabarem. Isto é uma melhoria, pois vai canalizar o esgoto. A obra que a escola está realizando vai interligar o projeto de macro drenagem do município”.

Nós, moradores, não aceitamos de jeito algum as mudanças e estamos insatisfeitos. Queremos o rio de volta despoluído e nada vai mudar nossa opinião, seja reflorestamento ou qualquer outra coisa. Esperamos que a AMPC tome as devidas providências jurídicas na condição de representante da sociedade de Vila Velha. Nossa situação atual não nos permite acabar com o pouco de natureza que ainda temos. Infelizmente a cada dia a destruição de nossos recursos naturais é maior e são poucas as pessoas que realmente se preocupam com esse grande problema, desabafou o morador.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Exemplo a ser seguido: desconto por sacola plástica não utilizada

A partir desta segunda-feira (16/03), os clientes que não utilizarem sacola plástica em suas compras, nas lojas Bompreço, Hiper Bompreço e TodoDia da região Nordeste, receberão desconto. O programa Cliente Consciente Merece Crédito, pioneiro no País, é uma das iniciativas do Wal-Mart Brasil para incentivar o consumo consciente e alcançar a meta de reduzir em 50% o uso de sacolas plásticas até 2013.

O programa foi testado, durante três meses, nas unidades Bompreço e Hiper Bompreço de Salvador e Recife, e alcançou resultados positivos. De 1º de dezembro do ano passado, quando foi lançado, até o final de fevereiro, foram concedidos mais de R$ 35 mil de crédito em compras, valor que representa redução no consumo de 1 milhão de sacolas plásticas.

“Os números provam que consumidor é consciente e precisa apenas de um incentivo para se engajar na causa do meio ambiente. O nosso programa visa dar um passo além da conscientização, buscando acelerar essa mudança de hábito pela adoção de sacolas ou carrinhos retornáveis”, diz o Vice-Presidente do Bompreço, José Rafael Vasquez.

O valor do crédito é calculado de forma automática nos caixas das lojas. Cada sacola plástica não utilizada ou cinco itens adquiridos (quantidade média de produtos que uma comporta) equivale a R$ 0,03 de desconto (valor correspondente ao custo unitário de cada embalagem). Ainda que leve para casa menos de cinco itens, o cliente recebe o desconto. Para ganhá-lo, pode utilizar qualquer tipo de sacola retornável (tecido, lona, papelão ou plástico durável), caixa de papelão ou carrinho de feira. Caso não tenha nenhum desses produtos, poderá adquirir sacolas retornáveis nas lojas do Bompreço. Feitas em algodão cru, suportam até 35 quilos, custam R$ 2,00 e estarão disponíveis a partir do dia 15.

EstratégiaO Programa Cliente Consciente Merece Crédito faz parte de uma estratégia mais ampla para consumo consciente das sacolas plásticas. Essa estratégia se baseia em três pilares:
- reduzir (aumentar a produtividade das sacolas inserindo mais itens em cada uma; adoção de programas de incentivo para clientes e funcionários como o de creditar o valor das sacolas plásticas não usadas);

- reutilizar (incentivar os clientes a utilizarem sacolas e carrinhos retornáveis para transportarem suas compras; oferecer a preços baixos alternativas de sacolas retornáveis que possam ser adquiridas nas próprias lojas, além de preparar campanhas de comunicação para clientes e funcionários);

- reciclar (implantar estações de reciclagem em lojas convidando os clientes a doarem sacolas e outros resíduos para cooperativas de catadores, contribuindo não só com o meio ambiente, mas com a geração de renda nas cooperativas. Todas as lojas da rede estarão inseridas neste programa até meados de 2009).

A adoção de sacolas retornáveis também é um projeto em fase adiantada. Em maio de 2008, as primeiras chegaram às lojas das regiões Sul e Sudeste. Com a implantação em todo o Nordeste do projeto de desconto em compras para quem não utilizar sacola plástica, todas as lojas da empresa na região passam a oferecer sacolas retornáveis aos clientes.

Desde 2005, o Wal-Mart assumiu o compromisso de adotar a sustentabilidade como um dos pilares do seu negócio em todo o mundo. Um dos objetivos do programa é a diminuição dos resíduos sólidos gerados pelas lojas, CDs e escritórios da empresa. (Envolverde/Assessoria)

terça-feira, 17 de março de 2009

Medicamentos poderão ser reajustados em 5,9% a partir de 31 de março


O índice máximo de reajuste de preços de medicamentos em 2009 será de 5,9%. A decisão da Câmara de Regulação do Mercado de medicamentos (Cmed), vinculada à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), será publicada amanhã no Diário Oficial da União.

Cerca de 20 mil medicamentos comercializados no país podem aplicar essa correção. Apenas os homeopáticos, os fitoterápicos e cerca de 400 medicamentos com grande concorrência de mercado, como a dipirona, ficam liberados dos critérios de reajuste de preços.

Os fabricantes poderão reajustar os preços cobrados a partir de 31 de março. Até lá, devem apresentar ao Cmed um Relatório de Comercialização, informando os preços que pretendem cobrar após a correção autorizada. O Preço Máximo ao Consumidor (PCM) não poderá ser ultrapassado pelo período de um ano, ou seja, até março de 2010.

“Esse reajuste está previsto na legislação que determina que as empresas tem direito a um reajuste de preços no mês de março. O conceito do preço teto leva em consideração principalmente o IPCA [Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo ], medido pelo IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística] que deu 5,9% em 2008”, explica o secretário-executivo do Cmed, Luiz Milton.

Em 2008, o Cmed estabeleceu três faixas de reajuste, sendo a maior delas de 4,61%. Caso a empresa comercializadora não entregar o relatório e praticar reajustes acima de 5,9%, a punição são multas que variam de R$ 212 a R$ 3,2 milhões por infração. Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 16 de março de 2009

Trabalhador é espancado em empresa no Brasil


Sessão de tortura

Durante o que descreveu como uma “sessão de tortura”, o empregado afirmou ter sido ameaçado com armas pelos policiais, que repetiam que sua vida estava nas mãos deles e que, a qualquer momento, poderia morrer, se não falasse a verdade. De acordo com a inicial, os policiais enforcaram o vigilante até que ele desmaiou, e, conforme atestado médico anexado ao processo, apresentou hemorragia nos dois olhos, o que quase lhe causou cegueira. Após a surra, foi transferido para a DERF – Delegacia Especializada em Roubos e Furtos e só foi liberado na tarde do dia seguinte, sem que nada ficasse comprovado contra ele.

A violência foi tão excessiva que o vigilante não retornou mais às suas atividades e permaneceu em tratamento até as vésperas de sua demissão. Segundo ele, muitas pessoas souberam apenas de sua prisão e espancamento, mas não de sua inocência, o que teria agravado ainda mais seu estado de ânimo. Na ação por danos morais, postulou o equivalente a duas mil vezes o seu salário-base (cerca de R$ 733 mil), mas o juiz da 8ª Vara do Trabalho de Manaus arbitrou o valor da indenização em R$ 36.662,00.

O Tribunal Regional do Trabalho

Não admitiu o recurso da Marshal e manteve a condenação. Destacou, ainda, o procedimento retrógrado adotado pelas empresas com relação ao furto de objetos em seu interior, “esquecendo-se do respeito à dignidade da pessoa humana” assegurado pela Constituição Federal. “Chamar a polícia, historicamente truculenta, para espancar ou prender empregados nas suas dependências, em virtude de furto, sem a definição da autoria, e sem observância do flagrante, é prática que já deveria ter sido desaconselhada pela assessoria jurídica das empresas há muito tempo”, diz a decisão regional.

O Tribunal Superior do Trabalho

A empresa Marshal Vigilância e Segurança Ltda. Foi condenada em todas as instâncias, desde a sentença de primeiro grau, quando o juiz arbitrou o valor de R$ 36 mil a título de danos morais. O valor foi mantido tanto pelo TRT da 11ª Região (AM) quanto pela Sétima Turma do Tribunal. O ministro relator do recurso da empresa no TST, ressaltou em seu voto a decisão do Regional no sentido da configuração do dano moral e da veracidade do depoimento das testemunhas. ( AIRR-18041/2004-008-11-40.0)

Por: Redação/Com informações do TST

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sexta-feira, 13 de março de 2009

Corda bamba


Ao passar em um aeroporto, fila bancária, faculdades, sindicatos, associações, rodinhas de barzinho, partido político, consultório, ônibus, taxi, assistindo televisão, na internet só ouvimos falar em uma coisa: crise econômica.

Após anos e anos nos deparamos com as crises financeiras brasileiras. Para nós brasileiros “crise” não é novidade. Essa questão econômica sempre esteve na mesa de nossas casas, ao olhamos para aquilo que comemos, podemos afirmar que os produtos como feijão, tomate, óleo de soja, o arroz, a carne e o pão francês, destacaram-se e continuam se destacando por conta de seus reajustes desenfreados e sem controle no cenário nacional ou por falta de incentivo na agricultura.

Com essa conversa de crise econômica podemos dizer que a saúde, a segurança e a educação estão perdendo força, pois estamos diante de uma epidemia, uma doença financeira que não tem cura, não tem remédio e não tem economista nenhum que dê jeito.

Ao nos deparamos nos últimos anos com tantos planos econômicos, podemos destacar os desastrados Plano Cruzado, de José Sarney, Plano Bresser, Plano Verão, Plano Collor, mas entre eles o plano real, criado pelo então ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso na era do ex-presidente Itamar Franco em 1994, que serviu para duas coisas básicas no país: a primeira é que estávamos as vésperas de uma eleição presidencial e era preciso fazer alguma coisa para impedir a vitória da oposição e a segunda é que o país precisava de uma moeda forte para ajudar a controlar a inflação que na época chegava a 2.477,2% ao ano. E o plano real vem servindo até hoje ao país, hoje sobre a manutenção do presidente Lula, que manteve a moeda estável. Mas até quando ele irar suportar?

De acordo com a Presidente do Sindicato das Empregadas Domésticas do Espírito Santo (Doméstica Legal), Valcenir Patrício dos Santos a crise econômica está interferindo bastante na vida das domésticas e principalmente em suas casas. “A crise afeta mais essas mulheres em suas casas. Elas têm reclamado muito do aumento nos preços, principalmente da comida, da energia e do aluguel. A realidade está muito dura, a crise já chegou e nos afetou em cheio”.

Já para os trabalhadores da categoria do Sindimetal os reflexos da crise estão mais brandos. Segundo o Presidente do Sindicato, Roberto Pereira de Souza, a maioria dos trabalhadores não está sendo afetada pela crise. “No começo da crise, em novembro, alguns trabalhadores foram demitidos, mas hoje eles ainda estão recebendo o seguro desemprego. Cerca de 30% dos trabalhadores irão visualizar essa crise, os outros não vão sequer perceber que houve crise”.


quinta-feira, 12 de março de 2009

Estresse no trabalho

No trabalho, muitas vezes realizamos atividades pouco valorizadas, sem significado, altamente repetitivas e desinteressantes. Essas situações, que nos causam carência de solicitações ou sensação de falta de significado para as coisas, geram em nós uma grande carga de estresse.

Podemos apontar quatro fatores principais que aumentam consideravelmente os agentes estressores no trabalho: urgência de tempo, demasiadas responsabilidades, falta de apoio e expectativas excessivas de nós mesmos e daqueles que nos cercam.

O desgaste emocional ao qual as pessoas são submetidas no trabalho pode gerar uma série de transtornos ligados ao estresse, como depressões, fobias, doenças psicossomáticas. A pessoa com estresse ocupacional não responde à demanda do trabalho e geralmente se encontra irritável e deprimida. A insatisfação salarial e a desorganização no trabalho, também põem em risco o rendimento das atividades do trabalhador, ainda mais quando não há clareza nas normas e regras da empresa/ instituição.

Uma atividade pode se tornar prazerosa quando esta possuir um significado motivacional para nós. E, ao final do dia, mesmo sentindo nosso corpo exausto, experimentamos uma agradável sensação de bem estar. Trabalhar bem, é trabalhar com saúde física, psíquica e social.

Não por acaso, é esta a missão da DJSS, que é levada a sério pelas profissionais que lá trabalham. Todos os programas e projetos desenvolvidos pelas Assistentes Sociais, Psicólogas e as equipe de Valorização Sócio-Cultural do Servidor e de Comunicação tem como foco contribuir para a promoção da saúde física, psíquica e social de todos os trabalhadores do Judiciário. Fonte: TJES

terça-feira, 10 de março de 2009

Supermercado é condenado por discriminar ex-empregados


A ação civil pública foi movida pelo Ministério Público do Trabalho da 12ª Região, que constatou a atitude discriminatória do empregador em relação aos ex-empregados autores de ações trabalhistas, após denúncia feita pelo Sindicato dos Empregados em Comércio de Florianópolis. Responsável pela defesa dos direitos constitucionais, coletivos, homogêneos, sociais, difusos e indisponíveis dos trabalhadores, o Ministério Público informou que já havia instaurado procedimento investigatório, no qual constatou a prática generalizada da empresa em negar o acesso de ex-empregados aos seus estabelecimentos como promotores de vendas.
Segundo o ministro Alberto Bresciani, “do quadro descrito pela Corte de origem, a própria empresa externou seu receio de permitir que ex-empregados laborem em suas dependências, em face do risco de reclamações trabalhistas, com pedido de vínculo”. O ministro ressaltou que o comportamento da empregadora ofendeu o artigo 5º da Constituição, o qual assegura a liberdade do exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer.
Ao acionar o Sonae, o MPT esclareceu que foram feitas duas tentativas de se firmar um Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta com o supermercado. À época, na audiência realizada com o Ministério Público, o empregador não demonstrou interesse em adequar o seu comportamento, negando-se a assinar o termo.
“A prática adotada pela ré, por um lado, estabelece padrão ilícito de discrímen entre aqueles que podem ou não trabalhar em suas dependências, e, por outro, obsta o exercício do trabalho por parte de seus ex-empregados, valendo-se ela, sinteticamente, da crença na má-fé. Concretiza discriminação direta, calcada em razões manifestamente arbitrárias”, concluiu Bresciani. (AI RR 2748/2002-026-12-40.9)

Fonte: TST

segunda-feira, 9 de março de 2009

IBGE: expectativa de vida aumenta e mortalidade infantil cai

Os brasileiros estão vivendo mais. A constatação é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou nesta segunda-feira (1º), dados sobre a expectativa de vida dos brasileiros referentes ao ano de 2007. Segundo o estudo, a população vive mais 5,57 anos, se comparada há 16 anos.

Em 1991, a expectativa de vida de um brasileiro era de 67 anos. Em 2007, o número aumentou para 72,57 anos. A mortalidade infantil diminuiu em 46% em todo o país no período. Todos os estados nordestinos tiveram um declínio considerável, principalmente Alagoas, com 58, 23%.

Segundo a pesquisa, entre 20 e 24 anos marca a grande diferença entre a expectativa de vida de homens e mulheres. Os mais expressivos diferenciais por sexo são encontrados nas Regiões Sudeste e Centro-Oeste, certamente fruto da combinação de efeitos como a maior longevidade feminina e as mortes por causas externas, como a violência entre a população masculina jovem.
Caso não houvesse esse aumento na quantidade de mortes entre homens jovens, a esperança de vida ao nascer de um brasileiro poderia ser de dois ou três anos a mais.

Em 2000, havia mais de um milhão de mulheres em comparação à população masculina nessa faixa etária. A quantidade de homens e mulheres, de acordo com a pesquisa, deve se equilibrar a partir de 2040, quando haverá uma diminuição da população jovem.

A pesquisa mostra também que os homens das Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste vivem mais do que os das Regiões Norte e Nordeste. Em alguns estados, essa diferença pode ser de quase 10 anos.

Em 2007, um homem em Santa Catarina, por exemplo, tinha a expectativa de vida de 72, 09 anos, enquanto no Maranhão a esperança de vida era de 62,86 anos.
Mesmo assim, entre 1991 e 2007, a expectativa de vida dos homens destas regiões cresceu, principalmente no Nordeste com 6,61%, o maior aumento do Brasil. (Fonte: Agência Brasil)


sexta-feira, 6 de março de 2009

Alerta para surto de dengue no ES


Os estados da Bahia e do Acre, a região que engloba as cidades de Vitória e Vila Velha, no Espírito Santo, e a capital mineira, Belo Horizonte, integram a lista de localidades que podem registrar surtos de dengue em 2009.

A informações foi divulgada hoje (5) pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que avaliou a situação nas quatro áreas como “crítica”.

No Acre, os registros de dengue passaram de 261 casos, entre 1º de janeiro e 13 de feveriro de 2008, para 5,56 mil no mesmo período deste ano; na Bahia, de 2,9 mil para 9 mil; em Minas Gerais, de 3,5 mil para 6,2 mil; e no Espírito Santo, de 1,1 mil para 5,9 mil.

Em entrevista a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, Ministro, Temporão disse que o aumento se deve, entre outros fatores, à mudança de gestores ocasionada pelas eleições municipais realizadas em outubro do ano passado. Segundo ele, mais de 40% dos secretários de Saúde foram substituídos, o que pode ter colocado em risco a continuidade das ações.

“Tenho certeza de que, em muitos dos municípios em que estamos vendo um aumento importante de casos de dengue, esse fator foi relevante”, disse, ao citar o exemplo do Espírito Santo. “Evidentemente que alguma coisa falhou. Um fator importante foi a transição das prefeituras. O que pode ter havido também é que as pessoas tenham relaxado.”

Questionado sobre a alta incidência de dengue na Bahia – mais de 11.570 casos foram registrados nos dois primeiros meses do ano –, o ministro afirmou que está preocupado, mas não surpreso, porque já havia municípios em situação de risco no estado. Temporão disse ter “certeza absoluta” de que houve descontinuidade na política de combate ao vetor da doença por parte dos prefeitos.
“Nessa mudança de gestão, muitas vezes, o calor da disputa eleitoral prejudica a boa implementação de políticas sociais. Não faltaram recursos. Estamos gastando R$ 1 bilhão com a dengue no Brasil. Aumentei em R$ 200 milhões os recursos para este ano. Fizemos treinamento de milhares de médicos e enfermeiros para que o diagnóstico seja feito precocemente.”

Em relação ao Acre, o ministro lembrou que o estado apresenta características climáticas que são uma espécie de “complicador” no combate à doença. Segundo ele, a situação poderia ser mais grave. Diante do alto número de casos a serem confirmados, Temporão avaliou que a estratégia agora deve ser a de evitar mortes por meio do diagnóstico precoce. Fonte: Agencia Brasil

quinta-feira, 5 de março de 2009

Estudos do Dieese mostra desempenho da mulher no mercado de trabalho


Em virtude do Dia Internacional da Mulher, a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgam hoje (4), às 10h, dois estudos. O primeiro analisa o desempenho da mulher no mercado de trabalho na região metropolitana de São Paulo em 2008. O segundo estudo avalia como o tipo de arranjo familiar diferencia a inserção de esposas ou mulheres chefes de família no mercado.
O estudo mostra que a taxa de participação das mulheres ( que estão no mercado de trabalho como ocupadas ou desempregadas) voltou a crescer em 2008. Esse aumento ocorreu em todos os grupos de cidade, escolaridade, raça/cor e posição no domicílio ( como chefe ou esposa), mas atingiu, particularmente, as mulheres de 50 a 59 anos, as que tinham pelo menos o ensino fundamental completo e as esposas. Para as mulheres, o nível de ocupação cresceu mais do que para os homens, principalmente nos setores de serviços e de comércio. Fonte: Agência Brasil

Especial semana da mulher: o casamento das mulheres com o mundo corporativo

Os economistas acreditavam durante muito tempo que as sociedades menos produtivas são aquelas em que as mulheres são negadas de ter oportunidade de integrar a força de trabalho. Nos países em desenvolvimento, a maioria das mulheres, normalmente, não possuem as ferramentas necessárias para ingressar no trabalho: educação, formação e acesso ao capital.

No entanto, há provas abundantes que ligam o progresso econômico com as mulheres que são capacitadas profissionalmente. Um recente estudo realizado pela Escola de Economia de Londres, mostrou como exemplo que os estados da Índia, onde as mulheres são mais instruídas, também foram aqueles com maiores taxas de crescimento econômico.

Para impulsionar o crescimento nos países em desenvolvimento, muitos capitalistas foram esclarecidos na tentativa de libertá-los da filosofia machista, em que a mulher não tem espaço no ramo empresarial.

Um dos setores que possuem maior arrecadação com as mulheres, tem sido o movimento de microfinanciamento. Desde a década de 1970, dezenas de milhares de mulheres pobres tinham começado suas próprias empresas - muitas vezes com uma única máquina de costura – elas utilizavam empréstimos de R$ 500 a partir de organizações e fundações que ainda operam pela América Latina.

Os resultados têm aberto os olhos de todos: as mulheres acabaram se tornando devedoras confiáveis, uma vez que muitas que receberam os microempréstimos tenham sido revertidos para seus filhos, como escola e compra de alimentos para suas famílias. Mesmo assim o impacto tem sido positivo nas comunidades, devido a tais responsabilidades das mulheres.

Mas quando se trata de transformar toda economia em microempréstimos, ela começa a ter seus limites. A maioria do sexo feminino se manteve em um curto prazo um arranque bem pequeno. No Egito, por exemplo, 97% das empresas empregam menos de cinco mulheres.

Economistas do Banco Mundial dizem que isso ocorre no Egito porque o acesso ao capital é apenas uma peça de um quebra-cabeça maior. Para se tornarem mais ousadas, as mulheres também precisam de gerenciamento do saber-fazer, ou seja, para qualquer empresa a crescer, além de um empréstimo, é preciso também possuir certas habilidades técnicas. Microempréstimos, não são suficientes e as mulheres ficam presas.

A ajuda dos microcréditos ficando à beira do caminho. No ano passado, vários bancos anunciaram investimentos milionários durante os próximos anos no negócio da educação de mulheres empresárias ao redor do mundo. A ideia é de associar universidades do mundo em desenvolvimento com programas para capacitar e construir novas empresárias nos países em desenvolvimento.

O que vemos é que hoje nosso mercado está recheado de empresárias qualificadas que dinamizam a produção de seus respectivos países, onde os bancos têm investido bilhões. No Brasil, as microempresárias movimentam grande parte da economia nacional e com isso as empresas estão sempre em busca de investimento em mulheres capacitadas presentes no mundo corporativo

quarta-feira, 4 de março de 2009

Infelizmente
Tudo seria maravilhoso se nossos governantes possuíssem um conjunto de virtudes que atestassem o seu bom caráter, do qual dependeriam a paz e a ordem social. Infelizmente precisa até de prissões ...

Zero
A ganância fazem do "homem moderno", um ser solitário, infeliz, doente, completamente indiferente, inclusive a ele mesmo e à sua vida. Estamos achando que essa forçação de barra dos empresários para redução de salários, vai dar congestão nos sindicalistas... Sei não, mas a saída deve terminar em greve geral no Brasil.


ESTADOS DESUNIDO ...

Hugo Chaves, acertou ? Hu,hu,hu,...

terça-feira, 3 de março de 2009


1. Ano novo
Dois de março, feliz ano novo! Vai começar o ano de 2009...

2. Ano novo
Tão difícil quanto a formação de uma fortuna na vida, é ser fiel. Aí nasce a felicidade...

3. Ano novo
Claro, que existe fórmula para ser feliz! Saia do singular e passe para o plural: existem outras fórmulas na vida para seres felizes...

4. Ano novo
A vida é uma mata, quando a pessoa queima, queimou!

5. Ano novo
A escola prepara a criança para a vida, mas o Estado prepara a escola para a criança?

6. Ano novo
Boa formação e notas altas não bastam para garantir o sucesso de alguém. É preciso garantias constitucionais...

7. Ano novo
Como educar os filhos, se a escola não me ensinou. Há não ser, com a educação da escola da vida.

8. Ano novo
Esqueçam carteiras assinadas! Várias personalidades no mundo morreram e não tiveram esse vínculo. Nem por isso passaram por problemas financeiros.

9. Ano novo
Projetos importantes já não atraem os STAKEHOLDERS, porque quando aqui chegam não encontram o FEEDBACK dos líderes do processo de atração de investimentos.

10. Ano novo
O homem normal precisa ter: religião, poupar e evitar casar várias vezes...

11. Ano novo
Quer entrar nas estatísticas de acidentes? Compre uma moto.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Contag: venda do Banestes prejudicará a produção de alimentos no Estado


“A incorporação do Banestes pelo BB gera uma cadeia de problemas sociais, dentre eles o desemprego no meio urbano e rural. Significa mais gente deixando o campo e vindo para as periferias das cidades, inclusive”.

O diretor de Política Agrária e Meio Ambiente da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura), Paulo Caralo, afirmou, no último dia 20, que a venda do Banestes para o Banco do Brasil, além de gerar o desemprego dos trabalhadores diretos do banco, também trará problemas para os agricultores do interior do Estado.

“O primeiro impacto sentido pela incorporação é a demissão de muitos empregados do banco, porém, os prejuízos dessa transação não atingem somente o meio urbano. Afeta diretamente a diminuição de crédito para a agricultura familiar e, consequentemente, a diminuição da produção de alimentos no Estado”, afirma o diretor. De acordo com Paulo Caralo, é a agricultura familiar que produz alimento para sustentar o povo do campo e da cidade, e o Banestes tem uma forte inserção no meio rural, tornando-se fundamental no processo de financiamento desta agricultura. “No ES foi criado o Pronaf Capixaba (Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar) que é feito com recursos disponibilizados pelo Governo do Estado via Banestes. Caso o banco estadual deixe de operar no interior, milhares de agricultores terão dificuldades de acesso ao crédito, o que prejudicará a produção e também causará desemprego no campo”, analisa Paulo.

Segundo a matéria publicada na página do Banestes, em janeiro deste ano, os recursos aplicados pelo banco no campo em 2008 atingiram o montante de R$ 208,3 milhões, um crescimento que superou em 64% o investimento realizado em 2007, que foi de R$ 127,2 milhões. No que se refere ao número de produtores rurais beneficiados, o crescimento foi de 35%. Em 2008 foram contemplados 8.891 agricultores, contra os 6.582 no ano de 2007.

Para a Confederação, os processos de incorporação de empresas são sempre prejudiciais para os trabalhadores. Contudo, a situação do Banestes é ainda pior, uma vez que está sendo proposta num momento de crise mundial. “Estamos vivendo um momento em que precisamos de toda ação dos governos federal, estaduais e municipais para geração de empregos. Então, a incorporação do Banestes pelo BB vem na contramão, porque no processo de ajuste o primeiro passo é a demissão de trabalhadores”, denuncia Paulo.

Acrescenta, “somos contra a venda de instituições como o Banestes que são patrimônio do Estado, que promovem o desenvolvimento regional e local, e que têm um compromisso com toda a sociedade capixaba”. Fonte: Sindibancários