quarta-feira, 15 de abril de 2009

A razão do crescimento das terceirizações no Brasil

Terceirização ou outsourcing (em inglês, out significa “fora” e source significa “fonte”) teve sua origem nos Estados Unidos logo após o surgimento da II Guerra Mundial, pois as indústrias bélicas tinham que se concentrar no desenvolvimento da produção de armamentos e passaram a delegar algumas atividades a empresas prestadoras de serviços.

Logo à frente, o mecanismo passou a ser usado como uma técnica moderna de administração, o qual as pequenas e médias empresas passaram a transferir para terceiros a incumbência pela execução das atividades secundárias. O objetivo dessas empresas era ser mais ágil, apresentando assim novas mudanças com intuito de conquistar um melhor espaço no mercado. O processo ainda possui o critério de aplicação (início, meio e fim), uma visão temporal (curto, médio e longo prazo) e uma ótica estratégica dimensionada para alcançar objetivos determinados e reconhecidos pela organização.

Aqui no Brasil, a recessão como pano de fundo levou também as empresas a refletirem sobre sua atuação e ao mesmo tempo demonstrava o outro lado, que era a abertura de novas empresas, com oportunidade de mão-de-obra, restringindo assim, de certo modo, o impacto social da recessão e do desemprego. Como nem tudo são flores, veio em seguida às consequências desvantajosas desse processo.

Entre elas está o encobrimento de relação de emprego; a redução de postos de trabalho e suas repercussões nos níveis de emprego; a redução da remuneração e dos benefícios, estabelecendo uma divisão de trabalhadores de “primeira” e de “segunda” categoria; o aumento da jornada e intensificação da exploração do trabalho; a maior exposição a situações de risco, por conseguinte o aumento de acidentes e doenças ocupacionais. Estes são alguns dos graves problemas gerados pelas terceirizações.

Essas desvantagens denominadas “precarizações” (De precariedade, considerado como o termo mais correto para simbolizar o caráter ou estado do que não oferece estabilidade ou segurança/de proletário, proletariado) levantaram questões a serem discutidas na sociedade.

Para alguns sindicalistas eles definem como que a precarização é intensa nas grandes empresas Brasileiras. Podemos afirmar que todos perdem (Empresa-Sindicato-Trabalhador). Temos a certeza que devido a falta de uma fiscalização e de uma lei que ampare, vem impedindo de buscar ações e alcançarmos resultado de imediato para os trabalhadores.

Essas chamadas de terceirizações tentam tirar das empresas matriz a responsabilidade com o trabalhador, só que a justiça não tem entendido assim e tem responsabilizado a contratante também. Lembramos que as empresas terceirizadas exigem maior esforço do trabalhador, entretanto não capacitam o mesmo para atuar no local de serviço a que está sendo submetido. Isso o deixa incapacitado ou até mesmo exposto aos acidentes de trabalho.

Sabemos e sem dúvidas podemos afirmar que, a terceirização apresenta muito mais desvantagens do que vantagens, entre elas destacamos as diferenças de salários de um profissional que chega a três vezes o valor que um funcionário que recebe pelo serviço prestado. Sem contar que os trabalhadores possuem planos de saúde sem cobertura ampla e outros nem têm o plano, ficando assim desprotegidos. É preciso combater tamanha desigualdade entre os trabalhadores deste país.

Portanto, podemos concluir que em tempos de Responsabilidade Social é, no mínimo, incoerente que a redução de custos e aumento de competitividade se dê por uma lógica predatória de exploração do trabalho que desconsideram direitos e necessidades humanas. Cabe a todos os dirigentes sindicais se mobilizarem para criar leis que possa restrição esses absurdos da terceirização e combata a precarização do trabalho. Também cabe aos sindicatos, federações e às centrais sindicais continuarem unindo forças para que exista uma maior valorização e dignificação do trabalho.


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